Há algum tempo pensei em começar a escrever quando possível, criar um blog é uma idéia legal. Precisava de um impulso, uma reportagem da TV americana ABC, deu o alavanque necessário.
Aqui está o link do vídeo:
http://abcnews.go.com/video/playerIndex?id=8208819
Matéria nacional relatando o ocorrido
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1248985-6091,00-MENINO+DE+ANOS+E+PERSEGUIDO+APOS+PEGAR+CARRO+PORQUE+NAO+QUERIA+IR+A+IGREJA.html
Então mãos à obra.
A matéria diz sobre um garoto de 7 anos, que pegou o carro dos pais, transitou algumas ruas, com o único intuito de chegar em casa. No percurso, foi perseguido pela polícia, mas chegou bem em casa, saltou do carro e correu para a segurança do lar.
O motivo do garoto pegar o carro e guiar, por algumas ruas, até sua residência, era simplesmente para não ficar na igreja.
Agora vamos refletir um pouco. Para um garoto de sete anos arriscar-se dirigindo um carro (o que provavelmente não o preocupava, já que a bronca que possivelmente levaria dos pais, deveria estar em constante presença em sua mente e isso sim talvez lhe amedrontasse), para ir para casa sozinho, deve ser algo que realmente o desagrada, não só à ele, como a muitas crianças, como disse o policial Klint Anderson "A maioria das crianças inventa doenças para não ir à igreja", é provavelmente a idéia da doença não funcionou com o pequeno morador de Plain City.
O incrível é que os pais sabem que os filhos não gostam de ir (é realmente as crianças estão cada vez mais espertas), mas os levam, sem um grande argumento, mas as crianças tem de lhes acompanhar.
Certas decisões temos de deixar que nossa prole escolha quando tiver maturidade para tal. Não é por que fomos impostos à religião na infância que devemos fazer o mesmo com nossos descendentes, muito pelo contrário temos de ensinar-lhes a ter o senso crítico, o mundo é movido de perguntas, não podemos impor respostas aos nossos filhos, eles têm de aprender com a curiosidade, não com a indicação.
O fato de uma criança chegar ao ponto de dirigir sozinha, para se ver livre da igreja, me impressionou, sei que poucas pessoas notaram como eu notei, por isso escrevo este, às vezes não é possível ficar apenas na platéia.